quinta-feira, 12 de junho de 2008

Preparem-se, está chegando o maior evento de vergonha alheia do mês.


São Paulo terá passeio ciclístico nudista no sábado
Proposta é pedalar com corpos pintados, após concentração na Praça do Ciclista


Carolina Spiralli, do estadão.com.br


O World Naked Bike Ride, evento que congrega ciclistas nus em pelo menos 60 cidades do mundo, será realizado em São Paulo pela primeira vez, no próximo sábado, 14. A concentração será ao meio-dia na Praça do Ciclista na Avenida Paulista, próximo à rua da Consolação . Logo após, a partir das 14 hORAS, está marcado um passeio com trajeto a ser definido um pouco antes no próprio dia.

Com o lema "As bare as you dare", ou "quão nu você ousar" , os participantes incentivam o nudismo como forma de mostrar a fragilidade dos ciclistas no trânsito. A proposta dos participantes do evento, que não tem organizadores, é pintar os corpos e chamar a atenção. Quem trafegar pelo local terá a oportunidade de refletir sobre o uso da bicicleta como veículo alternativo e não poluente.

Cicloativista há pelo menos 10 anos, André Pasqualini, afirma que o evento busca lutar contra a cultura pró-carro que acaba vitimando pedestres e ciclistas e não privilegia o espaço público. "Vamos pedalar pelados para demonstrar a fragilidade que sentimos. Estamos desprotegidos e desprovidos de apetrechos como freios ABS, barra de proteção lateral, cinto e air bags. Contamos apenas como o próprio corpo para sermos vistos e respeitados", defende.

Outro cicloativista, Aylons Hazzud, afirma que deverá ir de cueca até o local. Sua namorada deverá estar mais comportada, antecipa. "Lá deverei estar mais a vontade para poder tirar a roupa, usando a pintura", afirma. "Os motoristas nos ignoram. Eles não reparam nenhum pouco na gente e por isso estamos partindo para um evento mais radical, saindo nus em busca de respeito", diz.

Com a atividade, São Paulo se junta a cidades como Berlim, Bruxelas, Madri, Paris e países como Itália, Holanda, México, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Em todas essas locais ciclistas lutam contra a dependência dos combustíveis fósseis, a cultura do uso exclusivo de carros, pelos direitos dos ciclistas a terem condições adequadas de trafegabilidade, assim como demonstração dos riscos corridos pelos usuários de bicicleta, além do uso do corpo livre. Uma das cidades precursoras do evento no mundo foi Zaragoza, em 2001, em protesto por melhores condições de tráfego.
P.S.: Participe você também!

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